sexta-feira, 1 de maio de 2009

Curta na tela.

"Fessô, você sabe que poderia ser um psicólogo?"
"Eu, por que?"
"Você fala umas coisas que poê a gente para pensar.Quando você fala, a gente entende."

Pensei em dizer, não disse, só pensei:

Minha querida, psicólogo não fala. E quando fala, a gente não entende.

domingo, 12 de abril de 2009

Segredos

Eu procuro um amor

Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...

Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

(Frejat)

sábado, 11 de abril de 2009

Curta-dizeres

"Quem disse que os desejos têm que ser realizados?"

"A fidelidade é uma perversão".

"Casamento não é confessionário".

"Ciúme e TPM é falta de educação".

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aqui é o meu país.

"A minha obsessão não era um capricho, era uma loucura. Se no início ainda podia parecer uma veleidade adolescente, com os anos acabou se revelando uma reação natural à constatação de que eu tinha esgotado todas as chances de fazer parte deste mundo, de me sentir integrado a ele, e que não bastava falar português, ter nascido e viver no Brasil, era preciso escrever também, para não correr o risco de pisar no Japão, por necessidade, sem conseguir dizer mais que duas frases em japonês, como a minha irmã, eu disse ao homem com lábio leporino, em inglês, quando comecei a contar a história. (...) A literatura podia ser minha miragem, mas pelo menos era uma forma de abraçar o inferno como pátria. No fundo, era nisso que eu acreditava. Escrever em português era para mim uma forma de romper com a ilusão de imigrantes dos bisavós(que era impossível escapar ou voltar atrás) e reconhecer de uma vez por todas que estamos todos amaldiçoados, onde quer que seja. Sempre. E que o Céu é aqui mesmo."
Bernardo Carvalho " O sol se põe em São Paulo".

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ah, os médicos!

Eu estou com um pequeno problema no olho. Algo que vi e não gostei. Como consequência, tenho me encontrado com médicos mais do que desejava.
Ao ler uma reportagem de Domingos Oliveira na revista Bravo, vi que ele escreveu como se fosse eu. Disse o que eu queria dizer.

"Existem profissões nobres e outras bastardas. Ou, no mínimo, suspeitas. Nesta segunda lista, que é longa, estão policiais, banqueiros, militares, advogados e , sem dúvida, os médicos."
"Os médicos, malgrado a nobreza de sua atividade, são, na sua quase totalidade, homens frios, por excesso de contato com a morte. Assim sendo, têm que infantilizar os pacientes, mentem, atrasam seus horários sem pedir desculpas, têm manias de exames intrusivos, nenhum escrúpulo de usar os pacientes como cobaias das novas tecnologias e são inimigos ideológicos dos poderes curativos da mente humana."
"Acho altamente duvidosa a medicina preventiva. Acho que ela pode, muitas vezes, acelerar as doenças. Impedir que o corpo faça o serviço de torná-las crônicas ou curá-las. No nível de CTI, por exemplo, a coisa se torna filosófica. É a luta contra a morte sem escrúpulos. Retalham homens, colocam-nos dependentes de máquinas etc., sem duvidarem se aquilo está certo, é o "procedimento". Como se a vida valesse a pena de qualquer modo. A vida somente vale a pena em certas circunstâncias. Em Shakespeare, uma personagem morre pela honra, pelo amor, pela pátria, pela dignidade etc. Há muitas coisas pelas quais vale a pena morrer. O dogma de colocar a vida no ponto mais alto da escala de valores humanos é altamente dubitável."
"Quando é preciso parar de lutar pela vida e sim lutar por uma boa morte?

domingo, 1 de março de 2009

Felicidade.

Uma vez, eu insisti muito que uma amiga não desistisse do brilho do olhar, das batidas fortes de coração, do prazer que ela sentia em fazer o que mais gostava na vida.
Às vezes nos distanciamos do que nos faz sermos felizes porque aquilo que gostamos não remunera bem. Outras vezes, é porque achamos que o tempo passou e não dá para revivermos os momentos do passado.
Ela me disse: não voltarei a fazer isto de novo. Nunca mais. É para sempre.
E hoje eu digo a ela o que Milton Nascimento diz em Beatriz "Prá sempre é sempre por um triz", e Renato Russo "o pra sempre, sempre acaba".
Hoje estou feliz por ela não ter desistido. Ela voltou a sentir as mesmas emoções de antes.
É um recomeço.
E eu estou muito feliz por isso.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sobre os bailes de dança de salão.

A dança de salão ganha uma propaganda positiva todo ano com programas de TV que fazem até os mais desengonçados “famosos” entrarem no ritmo. Creio que as escolas de dança devem ter visto um aumento de pessoas na procura por aulas para aprender a dançar.

Mas há pessoas que reclamam que quando vão aos bailes, são sempre os mesmos que encontram. Outras ainda torcem para que muitos bailes ocorram em BH para termos chance de escolher aonde ir.

Vejo, porém, uma propaganda contrária feita pelos que deveriam promover a dança de salão em BH. A seleção musical, muitas das vezes, não é cuidadosa. Pagamos de 10 a 15 reais para ir aos bailes. Por este preço podemos dançar por 3 a 4 horas geralmente. O conforto das pessoas que vão aos bailes é colocado à prova.

Os horários de início nem sempre são respeitados.

O piso pode ser escorregadio, grudento ou terminar com a sola do seu sapato.

O espaço é pequeno na maioria dos lugares.

Geralmente não há ventilação e faz calor.

Se você quiser se refrescar no banheiro, vá só até a primeira hora, porque depois não encontrará sabonete líquido (se é que há) ou papel toalha para se refazer.

A água, bebidas e comida, em geral, são caras. O lucro deve sair daí.

A iluminação é negligenciada e não parece haver muita preocupação com o clima para a dança.

Se quisermos ter ambientes de dança de salão que valham a pena ir, temos que em pensar em detalhes, sim. O preço cobrado acaba saindo caro do jeito que está.

A desculpa para não se investir não pode ser mais a de que não há pessoas suficientes para manter o lugar funcionando. Com certeza, sem essas melhorias, a única coisa garantida será cada vez mais, menos pessoas nos bailes.

PS: Em tempo: visitei uma escola recentemente ( não importa agora dizer onde) em que havia até um vestiário masculino e feminino com duas duchas para os alunos e professores. Conforto e cuidado com a gente é isso aí.