sexta-feira, 1 de maio de 2009

Pai, afasta de mim esse "cale-se"

Em pleno 2009, ainda não temos o direito de falar o que queremos.

O politicamente correto nos impede de falar o que sentimos e pensamos.

Os rabos presos também.

Eu sei o quanto é ruim recebermos críticas, mas quando vêm de forma embasada, elas podem ser de grande ajuda para se dar um melhoramento nas nossas ações.

Eu gosto muito de discutir com gente inteligente. Mesmo que eu não concorde, gosto de ver como a pessoa expressa seus pensamentos. Não importa muito se concordando, ou não, eu refino meus argumentos, adiciono visões que tinham me escapado. Tudo por conta do pensamento do outro. Isto é liberdade. Isto é democracia. Isto é do que eu gosto.

Mas sei que não falo tudo.

As pessoas, no geral, tomam as críticas para o lado pessoal. Muitas são melindrosas.

É uma pena. Todos perdem uma oportunidade de crescer com pontos de vista diferentes. A isenção de antes em poder criticar o que não se tinha gostado, se transforma em cúmplice de maus gostos. Tudo por conta de favores trocados. Dívidas assumidas em trocas de elogios mútuos para satisfazerem o ego de cada um e não aborrecer ninguém.

Para aqueles que quiserem uma dica, quando eu gosto de alguma coisa, eu falo.

Quando não, eu me calo.

Por isso, não me perguntem se eu gostei de algo. Não vou conseguir mentir e você pode não gostar do que vai escutar.

Curta na tela.

"Fessô, você sabe que poderia ser um psicólogo?"
"Eu, por que?"
"Você fala umas coisas que poê a gente para pensar.Quando você fala, a gente entende."

Pensei em dizer, não disse, só pensei:

Minha querida, psicólogo não fala. E quando fala, a gente não entende.

domingo, 12 de abril de 2009

Segredos

Eu procuro um amor

Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...

Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

(Frejat)

sábado, 11 de abril de 2009

Curta-dizeres

"Quem disse que os desejos têm que ser realizados?"

"A fidelidade é uma perversão".

"Casamento não é confessionário".

"Ciúme e TPM é falta de educação".

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aqui é o meu país.

"A minha obsessão não era um capricho, era uma loucura. Se no início ainda podia parecer uma veleidade adolescente, com os anos acabou se revelando uma reação natural à constatação de que eu tinha esgotado todas as chances de fazer parte deste mundo, de me sentir integrado a ele, e que não bastava falar português, ter nascido e viver no Brasil, era preciso escrever também, para não correr o risco de pisar no Japão, por necessidade, sem conseguir dizer mais que duas frases em japonês, como a minha irmã, eu disse ao homem com lábio leporino, em inglês, quando comecei a contar a história. (...) A literatura podia ser minha miragem, mas pelo menos era uma forma de abraçar o inferno como pátria. No fundo, era nisso que eu acreditava. Escrever em português era para mim uma forma de romper com a ilusão de imigrantes dos bisavós(que era impossível escapar ou voltar atrás) e reconhecer de uma vez por todas que estamos todos amaldiçoados, onde quer que seja. Sempre. E que o Céu é aqui mesmo."
Bernardo Carvalho " O sol se põe em São Paulo".

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ah, os médicos!

Eu estou com um pequeno problema no olho. Algo que vi e não gostei. Como consequência, tenho me encontrado com médicos mais do que desejava.
Ao ler uma reportagem de Domingos Oliveira na revista Bravo, vi que ele escreveu como se fosse eu. Disse o que eu queria dizer.

"Existem profissões nobres e outras bastardas. Ou, no mínimo, suspeitas. Nesta segunda lista, que é longa, estão policiais, banqueiros, militares, advogados e , sem dúvida, os médicos."
"Os médicos, malgrado a nobreza de sua atividade, são, na sua quase totalidade, homens frios, por excesso de contato com a morte. Assim sendo, têm que infantilizar os pacientes, mentem, atrasam seus horários sem pedir desculpas, têm manias de exames intrusivos, nenhum escrúpulo de usar os pacientes como cobaias das novas tecnologias e são inimigos ideológicos dos poderes curativos da mente humana."
"Acho altamente duvidosa a medicina preventiva. Acho que ela pode, muitas vezes, acelerar as doenças. Impedir que o corpo faça o serviço de torná-las crônicas ou curá-las. No nível de CTI, por exemplo, a coisa se torna filosófica. É a luta contra a morte sem escrúpulos. Retalham homens, colocam-nos dependentes de máquinas etc., sem duvidarem se aquilo está certo, é o "procedimento". Como se a vida valesse a pena de qualquer modo. A vida somente vale a pena em certas circunstâncias. Em Shakespeare, uma personagem morre pela honra, pelo amor, pela pátria, pela dignidade etc. Há muitas coisas pelas quais vale a pena morrer. O dogma de colocar a vida no ponto mais alto da escala de valores humanos é altamente dubitável."
"Quando é preciso parar de lutar pela vida e sim lutar por uma boa morte?

domingo, 1 de março de 2009

Felicidade.

Uma vez, eu insisti muito que uma amiga não desistisse do brilho do olhar, das batidas fortes de coração, do prazer que ela sentia em fazer o que mais gostava na vida.
Às vezes nos distanciamos do que nos faz sermos felizes porque aquilo que gostamos não remunera bem. Outras vezes, é porque achamos que o tempo passou e não dá para revivermos os momentos do passado.
Ela me disse: não voltarei a fazer isto de novo. Nunca mais. É para sempre.
E hoje eu digo a ela o que Milton Nascimento diz em Beatriz "Prá sempre é sempre por um triz", e Renato Russo "o pra sempre, sempre acaba".
Hoje estou feliz por ela não ter desistido. Ela voltou a sentir as mesmas emoções de antes.
É um recomeço.
E eu estou muito feliz por isso.